Eu lembro como se fosse ontem o meu primeiro ano na faculdade. No auge dos meus 17 aninhos, quieta, sem conversar muito, toda deslumbrada com o curso de Jornalismo, com a estrutura da faculdade, all things. Ansiosa para conhecer todo mundo, conhecer a profissão que eu escolhi para exercer (eu espero) o resto da minha vida.
Hoje estou no quarto ano, a três meses da minha colação de grau e da tão sonhada formatura. Mas esperem aí, não está faltando uma etapa? Sim! Acertou quem pensou no temido TCC. Está completamente certo quem diz que para entrar na faculdade particular, basta deixar cair o RG na porta. Errou quem disse que passa quem quer, se forma quem quer.
No começo parecia tudo fácil, orientadores a postos para nos atender quando precisássemos, dicas de bibliografia, etc e tal. Agora, já na reta final é bem aquela coisa: cada um por si e Deus por todos. Calma! Eu já sei da parte que quem faz a faculdade é o aluno. Eu sei também que muitos de nós trabalhamos duro o mês inteiro para (com muita dor no coração) dizer adeus ao nosso dinheiro reservado para financiar o nosso sonho de ser jornalista. E sei que pagar por um sonho, ter que realizá-lo praticamente sozinho quando não era esse o combinado e ver todas as nossas expectativas morrerem é frustrante.
Precisamos de tempo para o nosso projeto? As aulas vagas e horários alternados enchem o saco? Sim. Mas quando nós deixamos a nossa home sweet home e vamos para a faculdade é para, no mínimo, aproveitar alguma coisa. Até mesmo o bar - e nem isso fazemos ultimamente.
Nesses quatro anos faltou união, faltou cobrança, faltou conhecimento. Entre um mundo globalizado em que as novas tecnologias e as novas formas de fazer jornalismo surgem quase que atropelando umas as outras, a informação que os professores levam aos seus alunos fica a desejar. Concordo que a faculdade não é primário, mas lá é o local certo de dividir experiências e absorver conhecimento de pessoas que tem propriedade para falar de coisas que ainda não tivemos maturidade ou oportunidade de vivenciar.
Felizmente e modéstias a parte, eu tenho muito a agradecer ao conhecimento que só a faculdade me proporcionou, salvo a situação delicada que nós, estudantes do quarto ano, vivemos agora.
É óbvio que os quatro anos que eu passei dentro da faculdade fizeram valer o meu trabalho, o meu profissionalismo e a minha realização. Entretanto, tudo pode melhorar. A faculdade simplesmente esqueceu que antes de sermos alunos e futuros jornalistas, somos clientes e neste caso somos tratados como se nunca tivéssemos razão.

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